quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Malandragem científica: Questionário de Morisky.

Um dos acompanhamentos necessários que o médico deve fazer é se o seu paciente toma o medicamento prescrito de forma correta. Nós, estagiários de medicina e os agentes de saúde ajudamos o médico do postinho a avaliar isso. Para tanto, fazemos visitas de rotina na casa das pessoas para certificar, inclusive, que elas tomam seu medicamento todo dia e nos horários certos. Só que é complicado você avaliar isso, porque - por exemplo - uma velhinha nunca iria admitir com todas as palavras que ela não toma o seu remédio direitinho. Na verdade, a maioria dos pacientes inadeptos a alguma medicação, sabem que estão errados. Eles omitem isso pelo medo de que o médico saiba do seu erro e negue um futuro amparo que o paciente novamente venha precisar. Contudo, na faculdade e no posto de saúde a gente é orientado a usar uma certa ‘malandragem científica’ para identificar esses cabeçudos que não entendem a importância de tomar o remédio que lhe foi prescrito: A gente aplica um Morisky neles!

Morisky (lê-se ‘morrisqui’) não é um golpe de jiu-jitsu, nem uma macumba braba para que o espírito interior da pessoa confesse que ela não está tomando remédio. Morisky é um questionário criado por alguém que se chama (ou chamava) Morisky. Grande esclarecimento! Hehe. São só quatro perguntas que prometem desmascarar o paciente que não está tomando seu medicamento. E é verdade que ele funciona! Apliquei um Morisky esses dias numa velhinha hipertensa e identifiquei o seu mau uso do captopril.

Questionário de Morisky:
1. Você alguma vez se esquece de tomar seu remédio?
2. Você, às vezes, é descuidado para tomar seu remédio?
3. Quando você se sente melhor, às vezes, você pára de tomar seu remédio?
4. Às vezes, se você se sente pior quando toma o remédio, você pára de tomá-lo?

Caro leitor, são quatro perguntas praticamente IDÊNTICAS! Mas o paciente que não toma remédio direito se enrrola em alguma dessas perguntas e você descobre um indivíduo-problema. Realmente funciona! Eu visitei essa semana a Dona Vera, de 62 anos. Perguntei se alguma vez ela tinha esquecido de tomar seu remédio (Pergunta 1). Ela falou que ‘NÃO!’, ‘NUNCA!’, e acrescentou: ‘Todo dia eu até peço os meus menino p’ra comprar leite de noite p’ra eu tomar de manhã junto com os comprimido.’ Na segunda pergunta, Dona Vera titubeou: ‘Quando eu durmo na casa do meu filho mais velho eu esqueço de levar o remédio’. Aí eu perguntei né: ‘De quando em quando a senhora dorme na casa de seu filho?’ Ela responde: ‘Todo fim de semana’. E eu: Glup! o.O

Belezinha! Em 30 dias de um mês, a Dona Vera não toma remédio em pelo menos 8 dias! Aí é hora de sentar com ela e com jeitinho, educação e paciência, explicar que sem o seu remédio uma veinha do cérebro ou do coração vai inchar, explodir e ela MORRE. Se a velhinha resolve ter um ataque cardíaco nessa hora pela consciência pesada, a gente põe a culpa no Morisky.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Incrível Homem de Blusa Azul.

Nesse feriado, felizmente, não estive sozinha a esperar pelo telefonema de um banana qualquer que pudesse me fazer sentir desejada. Os bananas disponíveis na minha vida não são pessoas sérias e nem sempre raciocinam que num feriado a pobre garota dos containers precisa de carinho. Para o fim de todos os males e fadigas, o super-homem loiro adivinhou que eu precisava ser socorrida.

Olha, eu não escrevo nada nesse blog que explicite assim a minha vida amorosa não. Mesmo porque é uma vida múltipla e cheia de causos. Mas o homem da blusa azul merece esse texto, porque, afinal de contas, ele já escreveu muitos outros para mim no blog dele. É só uma retribuição. Esclareço isso porque a gente não tem absolutamente nada e dentro de poucos dias ele arruma mais uma namorada (que não é eu) para sanar as suas necessidades sexuais e abranger a sua coleção de 10 indivíduas. Inclusive, do final de samana para hoje, ele já até arrumou uma falsa ninfeta qualquer para transar.

Mas enfim, me desculpem os meus outros tantos amores existentes. Em todos os casos, vocês - nobres possuidores do meu coração - não escreveram nenhum texto ou carta de amor para mim, não é mesmo? E mesmo assim, ainda escrevo citações indiretas para todos no blog inteiro. E mesmo assim, ainda me encontro solteiríssima a procura de homens seja de camisa azul, verde ou vermelha, mas montados num cavalo branco. Repetindo, é só uma retribuição.

Superman, apesar de não poder te dizer "Te amo!" e apesar de não termos trocado oficialmente nada mais que beijos, eu reafirmo que não descarto a possibilidade de criar um filhinho junto com você. Você me completa em potencial criativo, como nenhum outro homem me completa. É bom fazer piadinhas sórdidas e negras e ter alguém para entender e rir comigo. É bom ouvir piadinhas negras suas superhomem! É bom conversar de história, matemática, astrofísica, astroquímica, astrobiologia, tudo ao mesmo tempo! É bom te propor usar a cuequinha box de zebra (corrige lá que no seu blog tá ‘vermelha’) do manequim da vitrine e ver que você fica todo sem jeito porque é magrelo de mais para caber dentro de uma delas. É bom dividir com você milkshake de alpiste, comidinha digna de dois passarinhos de mente fértil. É bom desenvolver elucubrações sobre a frustração sexual do homem sentado sozinho no balcão e enamorando uma Kaiser. É bom bagunçar seu cabelo e fantasiar estar pegando um Hansons. Foi bom ter um personal elogiator. Foi bom ter alguém não-orgulhoso para andar comigo num fusca, mesmo sendo o carro velhinho e a motorista uma recém-possuidora de carteira.

Foi especial te conhecer, é especial te conhecer.

E as cores no nosso arco-íris não se restringem a minha calça roxa e a sua blusa azul. Afinal, sempre existiram Duendes Cor de Rosa.

Foi desse jeito que tudo começou...
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Texto de 07 de Julho de 2008

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Homem de Blusa Azul:
... sou transportado para o meu Jardim High-Tech. Vocês já ouviram falar dele, é onde planto meus cadáveres.
Porém, dessa vez não foi um dos meus que vi brotar da terra. Não... Estava lá, estirado de bracinhos abertos e lingüinha pra fora como um siricate do Rei Leão, um maldito cadáver de Duende-Cor-De-Rosa. Essa praga que já tanto amaldiçoei por aqui, que tanto fuça em meus domínios, que tanto quis matar, trucidar, exorcizar, e que nada adiantou, esses escrotinhos do Angeli, essa merda que empesteia meus pastos verdejantes, um redundante e fosforescente Duende Cor De Rosa. Tava lá, mortinho, um cadáver de duende.
Eu que sempre quis matá-lo, vejam só, agora ao vê-lo ali, esticadinho feito uma lagartixa, sei lá, bateu um remorso disfarçado de peninha dele. Quase chorei, se em meu rosto houvesse lágrimas. Mas não há. Muita coisa falta em meu corpo.
E o Duende, fiédamãe, lá, todo durinho, olhando pra mim dois olhinhos vidrados.
...
Não, não... parece morte morrida mesmo, não morte matada. Sei lá.
Ia estender a mão pra pegá-lo, mas vieram então da terra, do fogo, da água e do ar, uma série de outros duendes, não só Cor De Rosa, mas de todas as cores. Ora essa, eles sempre se esconderam de mim, mexendo no meu jardim enquanto eu distraído jogava video-game. Agora estavam todos perfilados, vindo numa marcha fúnebre, bem frente a meu nariz.
Vieram, sem nem ao menos me notar ou fugir assustados de Mim-Gulliver, gigante na terra dos duendes. Esnobaram minha presença como poucos o fazem, apenas carregando o cadaverzinho do diminuto duende (olha o pleonasmo).
Ele tinha nome, esse pequeno Satan que por tanto tempo me atormentou? Se tinha não estava na lápide, que era apenas uma pedrinha lisa entre a violeta e o condomínio BE HAPPY, que construí com exímia arquitetura para as formiguinhas e continua desabitado, às traças, até hoje. Lá, num buraquinho de um palmo, enterraram o finado amigo, em sua roupinha de Peter Pan, sua pele rosa-bebê já até meio empalidecida. Enterraram lá aquele banquete pra meia dúzia de vermes. Se é que ao menos vermes habitam aquele condomínio. Tô realmente ofendido pelo condomínio, construí com o maior esmero, com visão panorâmica e tudo. Elevador de serviço e um besourão na portaria que me deu o maior preju no Ministério do Trabalho. Magoei mesmo, mas isso não vem ao caso. Vamos nos ater ao velório que prossegue sem muita cerimônia.
Deveria eu dizer alguma coisa, quem saber fazer uma oração?
Bah, não quero interromper nada. Parecem tão resolutos em seus rituais pagãos ali, sem caixão nem velas, só um buraquinho que mais parece um pila de bolinha de gude.
Queria dizer que já o conhecia de longa data, desde a inauguração desse jardim, que o diabinho me pentelha desde sempre com suas fuçações noturnas. Mas não disse nada, apenas aprecie em silêncio aquele ritual bonitinho e comovente.
Depois de cobrir o buraco com terra e meia colherzinha de adubo (do MEU adubo, que era para as cebolinhas!), plantaram encima uma linda florzinha azul, que até agora estou por entender onde eles conseguiram.
De noite, quando o ritual acabou e os duendes estavam mais uma vez escondidos sabe-se lá onde (o condomínio BE HAPPY, quem sabe?), eu fui lá e pratiquei uma heresia e uma blasfêmia ao mesmo tempo, movido pela curiosidade e não por qualquer outro ímpeto anárquico que eu venha a ter, deve-se entender. Fui lá e cavuquei a covinha com a ponta do dedão. E não havia mais nada lá, nem ossinhos nem vermes, nem roupinha de Peter Pan. Só a raiz da florzinha, que crescia forte apesar do curto prazo de tempo.
Então eu sentei, peguei meu velho e antológico saquinho de bolinhas de gude, e me puz a jogar, com a alegria de uma criança - uma por uma - naquele redondinho Pila que era um túmulo.
Saudades do meu Duende Cor De Rosa.

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Mariana, a mulher da calça roxa comentando:
...
Considerando o fato de que esse duende é uma praga miserável que surgiu no antigo Egito e era chamada de 'flor roxa que nasce no coração dos trouxas', ...informo que o Duende Rosa costuma fingir de morto. Se a língua dele ficar roxo-amarelada e estiver esturricado no chão (como pode ter sido o seu caso), é porque o bichinho fez cópula e vai ter filhinhos. A absorção da criatura pela terra é o processo de gestação. Florzinha azul é aviso de ‘não perturbe!’. Duende cor de rosa não conhece contraceptivo e tudo vira uma praga danada!
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Atendendo O Pedido.


Eu gosto de presentear as pessoas. Só que, às vezes, tenho problemas por comprar aquilo que eu queria ganhar e nunca o que realmente daria certo para a pessoa a ser presenteada. Só percebi isso depois da cara feia que a minha madrinha fez quando recebeu uma camisa verde com a Maria Bonita e o Lampião estampados.
Após essa crítica ocasião, a estratégia é sempre perguntar o quê a outra pessoa quer ganhar.

Dias desses foi aniversário de um amigo meu que muito considero. Semanas antes da data, já estava sondando antecipadamente alguma camisa com uma frase legal. Talvez com dizeres do Guimarães Rosa, escritor que o aniversariante tanto gosta. Talvez com o escrito por Rubens Alves, porque o meu amigo é professor. Haha. Tá vendo? Para se comprar um presente a gente tem que adivinhar possíveis coisas que a pessoa vai gostar. E se ele, mesmo sendo professor, odiasse Rubens Alves?

Sorte a minha, encontrei a dita cuja pessoa que precisava presentear no MSN e averigüei as preferências.
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Mariana: Querido! Seu aniversário tá chegando né? O quê é que você vai querer ganhar de presente?
F.: Ah sei não! Será que eu mereço?
(As pessoas sempre se fazem de arrogadas, mas todas gostam de ganhar presentes).
Mariana: Claro que sim! Pede aí?
F.: Traz a lua para mim?
Mariana: Só a lua?
F.: E mais algumas estrelinhas. =)
Mariana: A lua e mais umas três estrelinhas então?
F.: É! E uma delas pode ser você.
Mariana: Eu? Mas... como é que eu me embrulho?
F.: Desembrulhe-se.
Mariana: o.O
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Pedido é pedido e, modéstia a parte, eu tenho muita classe para realizar desejos. Hehe. O desejo do F. chegou num potinho e completo!

Cliquena imagem e a amplie!

Dando um zoom, dá para ver até a marca de baton na minha bunda. kkk

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Afastem canetas, facas e coisas parecidas!

Olha, eu não vou ser desonesta e falar que eu faço medicina por sacerdócio, por amor a profissão não. Tá certo que eu desejei esse curso desde pequena e que ‘médica’ era a minha resposta decorada para a pergunta ‘o que você vai ser quando crescer?’. Mas gente! No colegial eu era uma gênia na Matemática e na Física. E não é modéstia não, porque desafiava até o professor. A minha meta era conseguir os 100 créditos anuais nessas matérias e conseguia em quase todos os anos (exceto quando o professor era orgulhoso e resolvia me retirar um subjetivo ponto de conceito). Tenho guardado os históricos escolares que não me deixam mentir.
Eu faço Medicina por ambição. De dinheiro? Até que não, eu ganharia bem também se tivesse seguido a Engenharia Elétrica. Na verdade eu sempre me dedico muito ao que faço e gosto de estudar. E essa é a receita básica para ganhar dinheiro. Mas enfim, tem um tipo de ambição - bem interessante - que me fez optar por Medicina: a de me tornar uma super-heroína.

A idéia é mais ou menos assim: Imagine eu num jantar romântico. Estou lá num restaurante finérrimo trocando olhares com o meu affair. A gente pede um vinho e alguma comidinha chique que venha em bolinhas super estranhas. O meu pretendente, emocionado demais – melhor dizendo, nervoso - com a presença de uma morena linda, 1,69, olhos castanhos perto dele, começa a comer as bolinhas estranhas e engasga. Eu vou acudir claro! Sugiro que ele beba o vinho ou a água que também estava sobre a mesa. Não resolve. Aí entra a experiência acadêmica da super-médica-Mariana: Efetuaria a Manobra de Heimlich nele. Esse é um procedimento usado em primeiros socorros. Nada muito delicadinho: Perna direita entre as coxas do moço por traz. (Oua mesmo!) Depois é só enrolar os braços sobre a cintura da pessoa engasgada, apoiando as mãos 3 dedos abaixo do seu apêndice xifóide. Acima do umbigo, para os leigos. Por três vezes faz-se um aperto em J na cavidade abdominal. Pronto! Acabei a manobra de Heimlich. Não resolveu nada! O homem não desengasgou. Ele está ficando roxo. Aí eu pego uma faquinha e o tubo da caneta bic do garçom. Miro a faquinha entre o osso hióide e a cartilagem tireóide. Furo o pescoço do engasgado e ancoro a abertura do buraco com o tubo da caneta. Traqueostomia concluída! Não vou mais ficar encalhada porque meu pretendente não morreu de falta de ar. O restaurante inteiro parou horrorizado para saber o que aconteceu. Aí eu chamo o corpo de bombeiros, começo a tranqüilizar todo mundo que eu sou médica e assim que os transeuntes acreditarem, já posso começar a distribuir autógrafos. Hehe.

Mas... e se eu furei num lugar errado? É tudo tão pertinho.
Iiiii! Esqueci de esterilizar a caneta do garçom. Nem uma limpesinha de nada eu fiz!
Melhor sair correndo. E pensando bem, super-heróis nem dão autógrafos.

domingo, 16 de agosto de 2009

Uma comida.


Saindo do banho, minha irmã me chama atenção para a reportagem da televisão que fala sobre o preparo de um prato de Baiacu. Um peixe esquisito que incha, vira bola e tem espinho. Não dei trela. Trocando de roupa repensei o que ela falou e cai na risada. Como assim a minha irmã, totalmente leiga na cozinha, se interessa pela culinária de um peixe. Ainda mais esse peixe tão esquisito. Será que ela queria que eu cozinhasse um Baiacu para ela? Eu ein!

Voltei na sala e ela explicou que o seu interesse não era comestível, mas puramente pela técnica de preparo. Em alguns paises orientais esse prato é extremamente comum, mas não é fácil de ser montado. É que um único peixe desses tem um veneno capaz de matar 30 pessoas! A reportagem ainda mostrava que gourmets tinham de fazer prova para mostrar que realmente eram capazes de retirar o veneno do bichinho e descartá-lo da melhor forma. Descartar os restos do Baiacu em lixo comum já chegou a matar muita gente. Na Segunda Guerra, a falta de alimentos para as pessoas levou muitas delas a condição de aproveitar do lixo de restaurantes. O veneno do Baiacu nesses lixos, acelerava aquela morte que talvez seria de fome.

Um doce.

Ele tem gosto de mão.
Não, não é de mamão.
Só de mão.
E é bão
De mais da conta!


Uma vontade.

Eu cheguei a escrever no celular assim oh: “** **** ******** * ****** ** ***** ** ****” (mensagem de amor censurada). Procurei o número dele na lista de contatos. Selecionei ele. Faltava só apertar o botão ‘enviar’. Aí uma coisa chamada razão pulou do dedo para a cabeça e voltou. O dedo mesmo aceitou que não adianta nada duas pessoas se gostarem, mas não terem favorecimentos espaciais e de menos orgulho. Mensagem apagada.

Um presente.

Toda vez que a mãe chega na minha casa aqui em Alfenas, ela fica avaliando canto por canto se falta alguma coisa. É assim que surge magicamente um escorredor de macarrão, copos de vidro, reposições dos pratos que quebrei, entre outros utensílios muito importantes. Na última vez agora, cheguei da faculdade e ela veio com um papo de que tinha me comprado um presente. E tinha mesmo! Embrulhado em papel vermelho, a coisa que chegava pelas suas mãos tinha um formato estranho. Desembrulhar alguma coisa sem saber o que é, dá sempre uma sensação boa. Sensação que durou só até eu descobrir que o presente era uma vassourinha de limpar vaso. Mãe, você me paga por essa! E que nojo! Eu não preciso de uma vassoura para limpar fezes oras!

Uma propaganda.

Clique na imagem e a amplie para ler!

Página 18 da revista Seleções Reader’s Digest desse mês. Uma propaganda dos Correios apela para o Divino para ganhar dinheiro. É a filosofia Edir Macedo se espalhando minha gente! E como assim fazem uma pesquisa para avaliar o índice de confiança dos brasileiros? Milhares de fiéis brasileiros confiam na idoneidade da Igreja Universal. O que esperar da confiabilidade dessa confiança?

Nada contra o Sedex que fique bem claro! Mas que propaganda audaz!

Um e-mail.

O Robson sempre me manda bobeiras por e-mail. Dessa vez, pelo menos, mandou uma bobeira construtiva. E como! Tende a salvar muitos relacionamentos. Hehe

Uma música.

Voltei a ouvir Mano Chao essa semana. Por causa de um show da banda do meu amigo Fernando que apesar de não ter tocado coisa nenhuma de Mano Chao (mas só Buena Vista), deixou meu coração sedento de música latina. Acredite se quiser, ouvi a faixa 5 do álbum “Próxima Estación... Esperanza” mais de 50 vezes! Tudo por causa de um jingle viciante na música 'La Primavera' (versão mais acústica) na parte:
“Nos engañaron Byebyebom !
Nos engañaron con la primavera !
Nos engañaron Bye Bye Bom !
BOMBALA BOMBALA BOMBALA….
BOMBALA BOMBALA BOMBALA….
BOMBALA BOMBALA BOMBALA”

Outra música dessa banda tem uma letra muito singela. É ela ‘Infinita Tristeza’.

O filho pergunta para mãe:
Puedo tener Hijos?
Posso ter filhos?

A mãe responde:
Ahora no porque tienes siete años. Pero los tendra cuando seas mayor y te cases.
Agora não porque tem sete anos. Você pode tê-los quando for maior e se casar.

A conversa continua:
[Garoto:] Quién tiene antes el niño, la madre o el padre
Quem tem antes o filho? A mãe ou o pai?
[Mãe:] El padre pone la semilla como te he dicho,y la madre pone la tierra en que esa semilla hara la flor.
O pai põe a semente, a mãe põe a terra para que essa semente gere a flor.
[Garoto:] Y quién es la flor?
E quem é a flor?
[Mum:] Tu
Tu.
[Garoto:] Por qué no crecen los niños dentro de los papas?
Por que não crescem filhos dentro dos papais?
Yo ya estoy deseando tener niños, y tu Quique?
Eu estou desejando ter filhos, e tu o que quer?
[Outra voz (parece ser a voz da futura namorada desse garoto):] Oh Yo no...
Oh eu não!
...
[Garoto:] Oye Mama! Puedo tener niños ya? ... Y qué tienen que hacer el padre y la madre para tener niños.
Mamãe! Posso ter filhos já? E o que tem que ter o pai e a mãe para ter filhos?
[Mãe:] Solo quererse mucho. Yo siempre estare a tu lado.
Só querer muito. Eu sempre estarei ao seu lado.
[Garoto:] Como vivimos dentro de ti?
Como vivi dentro de te?
[Mãe:] Pues como la luz vive en su lampara.

Como a luz vive em sua lâmpada.

Um fim.

Odeio ‘fins’. Meu maior problema em postar com freqüência: Dificuldade de criar ‘fins’. “Põe as coisas sem ‘fim’ Mariana!” Não tem jeito. Tem uma coisa que se chama Trastorno Obsessivo Compulssivo que, no meu caso, se manifesta em necessidade por pontos finais. Vai entender! Mas, com sinceridade, um texto sem um ponto me incomoda profundamente.